Trotes: Brincadeiras Precisam Ser Violentas?
Toda vez que me sento para escrever tenho o sentimento de indignação com algum fato, neste momento não é diferente. Escrever pra mim funciona como uma catarse mesmo, vai passando com o dedilhar das teclas, vamos lá. Todo início de semestre, especialmente no começo do ano, as notícias sobre os trotes violentos são espalhadas por todas as mídias e não temos visto evolução nenhuma nas ditas proibições ou na punição daqueles que perdem totalmente a noção durante tais eventos.
Nunca participei de nenhum trote, quando entrei na faculdade não teve tinta pra mim pois nas particulares aqui em Brasília não é muito comum (mas temos o trote solidário links abaixo), mas vejo a importância e a satisfação que deve ser participar de um evento de passagem como este. Não condeno o trote em si, condeno os crimes e atrocidades cometidos com o pretexto da festa.
Calouros embriagados, hospitalizados, queimados, humilhados e até mortos. Festividade alguma pode ser considerada justificativa para os fatos que temos testemunhado com o passar dos anos. Um dos maiores problemas é o receio que os calouros tem de denunciar aqueles que participaram da parte violenta, por razões óbvias, se quiserem ter anos de paz enquanto cursam a faculdade não podem delatar seus “colegas”.
Um aluno que ridicuraliza, humilha e lesiona um novo colega comete toda a sorte de atrocidade e crimes, em várias reportagens que li foi aumentando a minha agonia com as situações expostas. (links abaixo)
A solução que proponho é muito simples: não acho que as univerdades e faculdades devam proibir o trote, mas devem controlar o que acontece dentro de suas instituições, para aquelas que proibiram tal evento já que não possuem o controle total do que acontece devem punir disciplinarmente os alunos violentos com suspensões até a expulsão, sem prejuízo da responsabilidade civil e penal. Aquele que utiliza uma comemoração para humilhar colegas não merece viver no mundo acadêmico. Boa semana!


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