Saber Reagir às Decepções Judiciais


Muito Bom Dia!

Hoje acordei com esse pensamento na cabeça, com essa questão, o que fazer quando você fez de tudo e mais um pouco e... não deu certo? Como reagir àquela decisão negativa?

Estou com um caso difícil, mas na vida é sempre complicado administrar nossas derrotas, jurídicas ou não. E com esse sentimento começo a escrever hoje.

Uma rotina na advocacia é a irresignação com qualquer despacho que seja contrário aos nossos interesses, muitos causídicos pensam que a função do advogado é só brigar e brigar muito. Se você não gostou deve recorrer e continuar para sempre na tentativa de alterar o entendimento no caso. Será essa a verdadeira advocacia? 

É claro que adoramos uma disputa, todo mundo quer mostrar o quanto seu posicionamento é melhor do que o do coleguinha, fato! A dúvida é até quando isso é válido? Qual é o limite?

Pessoalmente, acho muito instigante a discussão jurídica, entender o caso, sentar e escrever até à exaustão a peça. Essa é a grande razão da minha escolha pela advocacia. Contudo não acho que devemos brigar e continuar divergindo para sempre, existem momentos que devemos colocar cada argumento em seu lugar e entender que estamos errados ou que nosso entendimento sobre a matéria é minoritário.

Ontem, verifiquei que uma decisão que estava esperando com muita ansiedade foi desfavorável para meu cliente. Fiquei chateada a princípio, trabalhei bastante pela causa, porém entendi as razões da decisão e concordei com a maioria delas. 

Dentro de um processo, ambas partes conhecem o rito e as ‘armas’ que podem ser usadas para cada movimento, como um jogo de tabuleiro. É sábio dos jogadores administrar suas ações e evitar usar somente do ataque. Claro que existem momentos em que o embate é útil e, por vezes, inevitável, mas devemos ter discernimento para aplicar bem nossas peças.

Isto não quer dizer que deixarei de recorrer, mas o farei com consciência do direito que defendo e não somente pelo sentimento de perda. É imperioso entender a diferença. Boa semana!



                                           Fonte: Não Entendo Direito (Facebook)




Comentários

Postagens mais visitadas